Sorteio de 2 livros autografados

Enviado em Estórias de Andrea Andrade | 23 de Agosto de 2010 @ 00:47

sorteio livro essencia 1 - sorteio livro essencia 1

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Uma estória coletiva - Terceira página

Enviado em Estórias de Andrea Andrade | 22 de Agosto de 2010 @ 01:11

calandras dance - calandras dance

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3ª Página
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Deitada na areia ainda úmidas das ondas que quebravama mansamente na praia, Felicia só conseguia reter em sua lembrança o empurrão que levou, caindo nas águas escuras do Lago Kanye.
- Talvez o lago seja um portal para outras realidades. - disse em voz alta
- Feli(modo carinhoso pelo qual Glick o urso a chamava), e se o portal for você? Já pensou nisso?
Não era possível o portal ser ela mesmo, porque as coisas aconteciam de uma forma de sonhos e sempre quando ela estava com o Glick. Ela olhou com carinho para seu companheiro e disse:
- Não Glick o portal é você! Você que faz tudo isso acontecer, todo esse meu sonho virar realide….ou será que a realidade virou um sonho?!?
Glick já não sabia mais o que estava acontecendo e porque tudo aquilo estava acontecendo com eles. Mas alguma coisa muito importante estava para acontecer, e logo logo eles teriam uma resposta para tudo aquilo!
A única coisa que sabiam é que estavam encantados com tudo e não queriam voltar para realidade ou para o sonho!

Por baixo da canção, estourava a curiosidade de achar um arco-íris naquela noite. Corria olhando para o alto, tropeçava e caía. Toda vez que se machucava, vinha chorando uma cor. Uma milha pra frente, chorou o anil até esvaziá-lo dos olhos. Depois, chorou laranja, chorou vermelho e azul. Chorou verde. Violeta. Amarelo e até transparente! Chorou todas as cores que tinha, todas as cores de dentro. Então, abriu os olhos e nem o arco-íris, ela viu. Não viu corujas e nem grilos. Não viu árvores e passarinhos. Percebendo que ainda era noite, deitou-se por ali e dormiu. Pensando que era tudo escuro, nem levantar-se ela quis! Ficou dormindo cinzenta, por noites sem fim… Foi quando um sonho, tão colorido, derramou-se dentro dela! Tingiu o chão frio e os troncos das árvores, as folhas e todo o caminho. A menina abriu os olhos e viu que hoje não tinha arco-íris. Mas tinha o desenho das nuvens em meio às árvores. Tinha as flores e um passarinho…

Um passarinho como nunca vira igual. Parecia que todas as cores do arco-íris haviam se concentrado em sua plumagem. Felicia o colocou com cuidado em sua mão, passou o polegar bem devagarinho em sua cabecinha. Acarinhando aquela pequena ave. O passarinho começou a cantar e de seu bico podia se ver as notas dó, ré, mi, fá, sol, lá, saírem em forma de canção. Uma canção que aos poucos trazia para o cenário uma chuva de joaninhas.

Veja quem contribuiu nesta 3ª página:
- Lúcia Helena
- Joyce Ramos
- João Marcos Carvalho dos Santos
- Ana Célia

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Uma estória coletiva - Segunda página

Enviado em Estórias de Andrea Andrade | 19 de Agosto de 2010 @ 01:04

secret garden - secret garden

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2ª Página
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O vento a tomou por completo. Por um momento, ela se tornou parte daquela revoada, como se inúmeras asinhas dominassem o seu corpo. Sentiu uma sensação tão acolhedora que se permitiu fechar os olhos e ser parte daquele espetáculo único, maravilhoso. Viu em sua alma estrelas e constelações longínquas, lugares tão desconhecidos que sua jovem mente nunca ousou sonhar. Naquele instante, Felícia se sentiu velha, como se toda a vida tivesse passado pela sua alma cheia de esperança.

De repente, voltou a tornar-se real. E sentiu o sol bater em seu rosto, os pássaros cantando a sua volta e a grama suave, roçando os seus pés. Abriu os olhos com dificuldade pois não queria abri-los. Não queria acordar. Mas viu que estava em mundo novo. Um lugar completamente diferente. Onde seria?

Coisas de vento sem passatempo, nem tempo, fez uma onda de redemoinho em espiral. O pé-de-vento levantou poeira, levando o chapéu de Felícia. São os torvelinhos em dias quentes. O vento sussurrou segredos escondidos nas árvores. Felícia exclama: Glick não fuja no vento! O vento faz movimentos e bagunça o cabelo de Felícia.

O vento vira belo dançando nas árvores entre folhas e balançando galhos. Sentindo-se mais leve viu que já não estava no mesmo local de antes. Tudo a sua volta era novo. As cores com um brilho que chamava atenção, o canto dos pássaros entoando a 5ª sinfonia de Beethoven. Enchia de alegria a alma de qualquer pessoa que por ali passasse. Era como se num passe de mágica tivesse sido aberta porta para Pandora.

As paisagens pareciam ter vida própria como se ao encostar-se numa árvore pudesse lhe cumprimentar. Felícia não sabia para onde olhar. Tudo era tão extremamente diferente esquisito e talvez até belo. Mas no lado oeste daquele cenário babilônico algo lhe chamou atenção, um vulcão em erupção enchia o céu com nuvens negras que faiscavam e delas saíam umas aves negras que tiravam rasante na plantação de abóboras gigantes.

Ela conhecia aquelas abóboras de algum lugar. Recostou-se no tronco de uma macieira e com as mãos na cabeça tentava se lembrar.
- Já sei! Mamãe comprava dessas abóboras e dava para Harry! - disse saltitante
Glick assutado com o que acabra de ouvir retrucou:
- Harry Potter?!

Felícia acorda de um pequeno e breve sonho com Harry Potter, e quando olha a sua volta percebe que toda a paisagem que havia enxergado antes de adormecer tinha mudado totalmente, nos lugares gramas vivas e paisagens dignas de um paraíso, havia um balanço ao seu lado e um píer muito longo que entrava num lago que espelhava o céu estrelado e bem no meio do lago um bote que com o balanço da água tocava uma espécie de sineta.

Ela se aproxima cada vez mais da beirada do píer, quando olha para seu reflexo enxerga uma mulher de cabelos loiros e mais velha. Seria Felícia num futuro próximo? Um barulho ensurdecedor é escutado e ela percebe que alguém se aproxima correndo e a empurra na água. Quando Felícia tenta segurar no píer para retornar… o píer ali já não mais existia!!!

Veja quem contribuiu nesta 2ª página:
- Danilo Adriano Nunes Barbosa
- Simone
- Regina
- Elenita
- Zézim
- Júlio César Nininho

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