Robert Led entrevista Vallentina Mareva
Como surgiu a ideia de se fazer o Circo de Vena Callus?
Robert há tempos os membros do Tabernáculo vem se reunindo e discutindo sobre um projeto capaz de levar o mundo dos sonhos para realidade de desperta.
Escolhemos fazer o Circo de Vena Callus por ser um espetáculo que atrai pessoas de todas as idades.
Muito se fala a respeito de você ter utilizado o codinome Vena Callus ao invés de Vallentina Mareva. O que pode nos dizer a respeito?
O Circo de Vena Callus foi a primeira atração onírica a ser inaugurada no mundo desperto, não poderíamos correr nenhum risco durante essa inauguração. Por isso achamos que seria prudente manter minha identidade real escondida.
Os tabloídes noticiaram que essa medida foi para manter Blandina afastada?
È verdade. Essa medida foi necessária para preservar nosso projeto em segurança.
Blandina é uma pessoa que só conheceu o lado amargo na vida desperta com isso tornou-se infeliz.
O que somos no mundo desperto influi diretamente em nossos atos no mundo onírico.
Os atos de Blandina mesmo que inconscientes poderiam acabar com O Chamado do Arlequim.
O Tabernáculo utilizou O Chamado do Arlequim para divulgar a inauguração do Circo.
No que consisti essa campanha?
Algumas de nossas atrações iniciaram antes da inauguração, em alguns pontos do globo, como no Cairo, Dubai, no deserto do Sahaara, Paris e Londres.
Em Dubai, por exemplo, surgiram penas holográficas em toda orla marítima.
No Cairo, mais precisamente na frente do Templo de Dendera, tulipas coloriram a entrada formando um imenso jardim florido e com aromas inebriantes. Uma pequena analaogia aos Jardins da Babilônia.
No deserto do Sahara a campanha parece ter tomado maiores proporções, pois ficamos sabendo de debates ao redor do mundo a respeito dos balões também holográficos que invadiram a noite fria e escura iluminando e aquecendo os beduínos que por ali passavam.
Já em Paris utilizamos de um marketing direto, os mensageiros oníricos coordenados por Vallete entregavam as pessoas panfletos sobre a inauguração.
Aqui em Londres aderimos a uma publicidade realista. Conseguimos trazer o clima e as cores do mundo onírico para realidade desperta. Perceba que o clima de Londres não é mais o mesmo.
É verdade! Londres tornou-se o lugar onde as temperaturas estão em perfeita harmonia. Não se sente nem calor nem frio. Podemos dizer que a entrada do mundo onírico na realidade desperta faz parte da evolução humana?
Robert é importante que as pessoas tenham em mente que não somente o mundo dos sonhos, mas como outras realidades sempre existiram e sempre existirão.
A evolução se dá a partir do momento em que se percebe que estamos envolto a várias realidades em um mesmo espaço-tempo. O problema é que nem todos conseguem percebê-las.
Acredito sim que estamos evoluindo para um patamar nunca vivenciado pelos humanos.
Então existem outras realidades?
Claro! A onírica é mais fácil de experimentar, pois as pessoas necessitam dormir o que proporciona a imersão nesta realidade.
A partir do momento em que descobre-se que o ato de sonhar não é apenas o de descansar, e sim experimentar outro mundo, torna-se mais fácil perceber as demais realidades.
Podemos dizer então que com a inauguração do Circo de Vena Callus as pessoas poderão perceber com mais facilidade outras realidades?
Não é bem assim.
O Circo de Vena Callus é apenas o início de uma longa caminhada.
Em nossas atrações as pessoas serão somente observadores e não criadores.
Para se tornar um criador onírico é preciso primeiramente entender a dinâmica no mundo dos sonhos, para isso o Tabernáculo fundou a UOC – Universidade Onírica onde serão ministrados cursos para quem se interessar em estudar a realidade onírica.
Assim quando graduarem a percepção estará mais aflorada para imergir em outras realidades.
Os graduados não se tornam membros do Tabernáculo?
Não.
Como é feita a escolha de um membro?
Robert, o Tabernáculo Onírico surgiu quando o Fidalgo, membro mais antigo sonhou com uma menina de aparência marcante, cabelos negros e lisos sobre os ombros, e em sua face estava a pena dourada.
No sonho do Fidalgo ela disse: “os que estão a dormir, dormem sem saber estão aprendendo”
Nesta parábola ela faz uma alusão clara ao conhecimento, e foi a partir daí que o Tabernáculo foi idealizado.
É preciso sonhar com ela e desvendar a mensagem que nos passa para se tornar um membro.
Podemos saber qual a mensagem que ela lhe passou?
”Procure pelo cantar de um pássaro por entre as lápides dos que dormem eternamente e saberá que lá também estarei”
E o que ela quis dizer com essa parábola?
Mesmo os que dormem eternamente conseguem ouvir seu chamado e sendo assim tornam-se membros. Uma alusão aos vários estados de ser e das realidades que coexistem.
Mesmo não conseguindo percebê-los, não significa que não existam.
É coincidência ou mais uma marca dos membros do Tabernáculo das Callandras possuírem 2 L no nome?
Robert, o L é um eLo criado entre nós e a menina. Assim meu nome antes de ser membro era Valentina, e depois do sonho e de ter desvendado a parábola passou a ter mais um L, Vallentina.
Vallentina para finalizar gostaria de saber se você já descobriu outras realidades?
Meu caro Robert, você está me entrevistando em outra realidade.
É uma pena termos chegado ao final de nossa entrevista.
Tenho certeza de que vocês ficaram curiosos a respeito da última resposta da famosa escritora e doutora onírica Vallentina Mareva.
Aguardem nossa próxima entrevista.
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